Precisamos cuidar bem da cidade

Vivemos em uma cidade que é vista por todo mundo como um desejo para se visitar e até para morar. Mas, também, aqui vivem pessoas, moradores que querem um lugar agradável e acessível para viver e fincar raízes. Por isso, alguns pontos são sempre essenciais e devem estar no olhar das gestões. Para exemplificar, cito aqui quatro exemplos.

1- Zeladoria – Uma cidade bonita, limpa, organizada, florida e agradável é boa para todo mundo. A zeladoria é um cartão de visita e precisa ser uma das prioridades. Além disso, os serviços de manutenção geram empregos e ajudam a girar a economia dos bairros e das áreas comerciais, como o Centro, a Vila Portes, a Morenitas, a Mário Filho e o comércio de Três Lagoas, porque o povo trabalha, ganha e gasta aqui mesmo na cidade.

2- Mobilidade e Acessibilidade – Não existe cidade boa sem transporte público eficiente e acessível. E isso é algo que Foz, historicamente, não consegue fazer nem o dever de casa de garantir a mobilidade da população e dos turistas. O mesmo em relação aos cuidados com a sinalização das ruas e com as calçadas, no Centro e nos bairros. Além disso, a interligação entre as ciclovias e uma resposta urbanística à ciclofaixa da Jorge Schimmelpfeng devem estar no olhar das administrações.

3- Vida cultural – A cultura de Foz precisa ser acessível e descentralizada. A Praça da Paz, onde se concentram os eventos atualmente, é muito pouco para a extensão territorial da cidade é muito difícil para a maioria das pessoas, especialmente para quem depende de transporte público. Atividades culturais de grande porte devem acontecer na Vila C, no Cidade Nova, em Três Lagoas, no Parque do Remador e na região do Morumbi, valorizando artistas e manifestações locais e consolidando o Polo Cultural da Vila Yolanda.

4- Serviços públicos – Uma cidade bem falada lá fora é uma cidade que cuida de sua gente. Hoje, em Foz do Iguaçu, os serviços de saúde, por exemplo, deixam a desejar. E há quem diga que “aqui é melhor do que em tal lugar”, mas sempre penso que não precisamos ser melhor do que onde é pior, precisamos ser a melhor cidade no atendimento à população. Para isso, é preciso encontrar uma solução eficaz para a questão do Hospital Municipal, o que faria sobrar mais dinheiro para cuidarmos da Atenção Primária.

Obviamente que outros pontos são importantes mas, por hoje, abordei esses quatro e faço o convite à reflexão.

Luiz Henrique Dias é professor e, atualmente, mestrando da Unila. Foto: Moskow