convite ao divino

6 textos escritos até aqui.

Este é o 7º e o mais difícil de escrever até agora.

Nos textos anteriores, os temas estavam “pré elaborados”; assuntos que eu vinha estudando, lendo e pensando.

Desta vez, quase não parei para dedicar-me à estas atividades.

Afastei-me um pouco de uma rotina intelectual e de estudos por 2 grandes motivos.

Um deles foi o @eventomulheresdofimdomundo, no qual participei como expositora de doces saudáveis junto com minha amiga e sócia Edna Nunes Cavalheiro.

Outro, de ordem pessoal/psicológica/espiritual, pois passei por algumas dificuldades e situações que demandaram boa parte da minha disponibilidade.

Mas cá estou, honrando um compromisso que criei comigo mesma, com os leitores e com os organizadores deste Blog.

A escrita continua sendo um prazer e um desafio que não quero deixar para trás, independentemente da fase que eu esteja passando.

Sabe a sensação de estar saindo do trilho? Como se as coisas estivessem saindo do controle?

Já sentiu-se desconectado de si mesmo? Com a mente um pouco mais confusa e desorganizada que de costume?

Confesso que deixei de lado alguns cuidados e não consegui me recuperar sozinha de algumas pendências emocionais.

Então precisei de ajuda.

E a ajuda veio através de encontros alegradores, conexões profundas e experiências transformadoras.

É sobre isso que passarei a conduzir o texto daqui em diante.

Sempre fui fã de livros e uma pessoa muito isolada (para não dizer “cavernosa”). Os livros foram minhas melhores companhias por muitos anos.

Considero os clássicos, por exemplo, amigos atemporais que sempre têm algo importante a dizer; recortes vitais que sobreviveram à morte de mentes que foram brilhantes.

Todavia, meus encontros com os livros têm sido cada vez menos frequentes.

Por outro lado, venho desfrutando de muitos encontros “extra páginas”.

Ampliei o contato com pessoas próximas e colho frutos de um convívio social cotidiano mais intenso que outrora. 

Ah, quanta riqueza existe em ambos os mundos!

O evento que mencionei antes, por exemplo, que enxurrada de Cultura! Uma exposição encantadora, protagonizada por mulheres incríveis, artistas das mais diversas áreas.

Veja, nem só de livros nossa alma se abastece. Viva a Música que vibra; a Natureza que encanta; a Poesia que clama, a Arte que expressa, a Fotografia que registra, o Cinema que interpreta, o Teatro que cativa, a Amizade que engrandece, o Amor que une, a Filosofia que instiga, viva o mundo da vida!

Todos estes são caminhos que elevam nossas consciências, refinam nossos gostos e desenvolvem nossa Humanidade.

Por mais difícil que seja uma determinada fase, sintonize, o quanto antes, com essa centelha divina que habita em ti, em mim, em todos nós. Ela é nossa parte mais Bela. É nela que habita certa Paz e Nobreza.

É sobre ser espiral, não só círculo. Cada ciclo/ volta tem o seu valor.

E durante o percurso, pergunte-se sempre: quais pegadas estou deixando? Que tipo de exemplo estou dando? Estou diminuindo ou aumentando as dores do mundo?

Até o 8º texto, meus caros.

Grata pela leitura,

* Tati(ane) Fonseca da Silva é amiga da Filosofia, estudante de Mindfulness, Neurociência, Psicologia Positiva e praticante de Yoga. 

Imagem: Ruben Hutabarat. Disponível em: https://unsplash.com/photos/ZA1Wvos1WYM