FEIRA INTERNACIONAL DO LIVRO

Waldson de Almeida Dias responde o artigo de Luiz Henrique Dias

“Todo artista tem de ir aonde o povo está...” (Milton Nascimento)

Considero-me um dos pais da Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu, pois estive a frente da equipe que a projetou e realizou em 2004. Nestes dezesseis anos de feira, tenho participado muito de perto de sua realização, me ausentando as vezes que ela, a feira sofreu maus tratos, quando tentaram fazer com que ela virasse salão do livro e quando a fizeram cumprir pena encarcerada em um shopping center da cidade.

A feira nasceu livre, em praça pública coo deve ser, a época a praça das nações, também conhecida como praça do Colégio Mitre a recebeu muito bem e ali ela se fortaleceu e o povo estava presente.

Após ler seu artigo de opinião, na edição nº 1516 do GDia, Pg. 14, concordo de que a feira deve retornar a liberdade da praça e ou da rua. Eu defendo que ela seja feira na praça da paz, que hoje já abarca uma estrutura pra eventos e que ela ganhe a avenida JK em toda suas três pistas e com o tempo cresça e avance na travessa Oscar Muxfeld (rua da Câmara) os livros até poderiam, digamos iluminar alguns Edis da câmara.
Mas. e o trânsito?

Grandes feiras de livro, ganham as ruas de cidades por uma semana ou duas e o trânsito nesse espaço de tempo referencia a cultura permitindo que os livros ganhem a rua. Porto Alegre que é uma Capital e acredito um pouco maior que Foz do Iguaçu permite isso. A feira do livro da cidade de Miami nos Estados Unidos acontece no centro da cidade e o trânsito é desviado!

Porque Foz do Iguaçu não pode se adaptar e fazer o mesmo? Eu pergunto e eu mesmo respondo: – falta vontade política para isso!

Sei que a Feira está, nesse ano de 2021, retornando e se adaptando a uma nova vida pós pandemia e que o meu querido amigo e competente Juca Rodrigues a cada ano se supera para que nossa feira seja reconhecida nacional e internacionalmente, mas ele e sua equipe necessitam sim de um olhar mais aprofundado e interessado por parte dos mandatários da cidade.

O crescimento da feira para que ela possa se equiparar entre as maiores e melhores do mundo está em nossas mãos. Que a feira retorne a praça pública, pois todo artista tem que ir aonde o povo está…

* Waldson de Almeida Dias – Foz do Iguaçu, 22 de novembro de 2021.