Através da exposição virtual do Guia de Artistas, buscamos criar também um repertório de artistas locais que desenvolvem diversas atividades na área das artes visuais local. 

Esse repertório que pode ser acessado facilmente pode contribuir de maneira muito eficiente para pessoas que têm projetos e desejam contar com artistas para trazer uma atmosfera mais autoral e única para seu projeto. Afinal, facilita na hora de encontrar artistas que desempenham funções diferentes, em distintas linguagens, com os quais é possível se identificar.

Por exemplo, alguém com uma marca de cosméticos, que tem uma proposta visual bem urbana, pode buscar na página artistas que trabalham nessa pegada, seja com grafitti, customização ou lettering, e por aí vai…

Mas você sabia que apoiar artistas e contratá-los para seus projetos é fundamental não apenas para que seu projeto tenha uma identidade única e mais criativa, mas também para fomentar a economia criativa local, dando oportunidade e valorizando a produção local?

Visto que o conceito de economia criativa ainda não é tão conhecido, no post de hoje, desejo abordar um pouco o tema, trazendo o que é economia criativa e por que é importante fomentar essa área localmente.

Vamos lá?

O que é economia criativa?

O conceito de economia criativa é bem novo, e foi criado no começo dos anos 2000 por John Howkins. De acordo com esse conceito, economia criativa é o conjunto de atividades baseadas na criatividade e no capital intelectual e cultural.

Esse setor abrange ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços criativos, culturais e intelectuais.

Quais áreas fazem parte desse setor?

De acordo com o Sebrae, as áreas da economia criativa são divididas em  quatro:

  • Consumo (design, arquitetura, moda e publicidade)
  • Mídias (editorial e audiovisual)
  • Cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais)
  • Tecnologia (P&D, biotecnologia e TIC)

E algumas das profissões que se enquadram nesse setor da economia são:

  • Arquitetura
  • Artes visuais e cênicas
  • Cinema
  • Televisão
  • Publicidade e outras mídias
  • Design
  • Games
  • Editoração
  • Música
  • Moda
  • Comunicação
  • Entre outras

É importante ressaltar que toda a cadeia que envolve a área da cultura, por exemplo, se enquadra na economia criativa, como profissionais do som, iluminação, maquiagem, etc.

Relevância do setor criativo para a economia local

Agora que você já sabe quais são os profissionais da economia criativa, é importante entender por que fomentar esse setor e dar apoio aos trabalhadores, incluindo artistas.

A economia criativa já gera muitos empregos e vem crescendo significativamente. Segundo dados do Observatório Itaú Cultural, a área cresceu muito, mesmo durante o período de pandemia, e hoje representa mais de 3% do PIB do Brasil.

Dessa forma, dar mais oportunidades a quem tem formação nesse setor ou um pequeno empreendimento local, bem como trabalhadores independentes, como artistas, é uma maneira de impulsionar ainda mais esse setor que cresce a cada dia mais de maneira local, o que contribui para a economia da cidade que vivemos.

Assim, fortalece a atuação desses profissionais que estão atuando aqui e desejam seguir, mas não só isso, também atrai novos trabalhadores da economia criativa que encontram na cidade um cenário propício para seu desenvolvimento.

E aí, você acredita que há incentivo à economia criativa na cidade de Foz do Iguaçu? Como isso se dá?

*Material produzido por Ana Clara Fank, idealizadora do Guia de Artistas, artista, produtora independente e bacharel em Letras, Artes e Mediação Cultural (UNILA)