Uma imprensa livre, plural e que respeita a diversidade de pensamentos e de opinões é fundamental para a democracia e para o estado de direito. Só na democracia é possível divergir e debater ideias na esfera pública. Por isso, a Constituição de 1988 consagrou a liberdade de imprensa e de opiniões como um direito fundamental dos cidadãos, no estado brasileiro.

Para além de informar a população sobre os diversos temas do cotidiano, contribuindo para o pleno exercício da cidadania e para o combate de notícias falsas, a imprensa livre e independente também exerce o papel fundamental de realizar o controle social dos atores e atos públicos. Daí a necessidade dessa mesma imprensa em ouvir todos os lados de uma mesma história e de assegurar espaço para os direitos de resposta e o contraditório.

Neste 3 de maio, em que celebramos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, é fundamental reafirmamos nosso integral respeito a esse valor e manifestar publicamente nosso repúdio a qualquer tentativa censura ou de cerceamento da prática do jornalismo. Esse posicionamento se faz necessário como contraponto aos constantes ataques, típicos de regimes autoritários, realizados pelo governo Bolsonaro contra a liberdade de imprensa, tendo no próprio presidente a principal autoridade que desrespeita cotidianamente os jornalistas e a própria democracia brasileira.

*Aloizio Mercadante é economista e presidente da Fundação Perseu Abramo